Segundo a agência noticiosa oficial Xinhua, o líder chinês reuniu-se com representantes de firmas internacionais no Grande Palácio do Povo, junto à praça Tiananmen, no coração da capital chinesa.

A lista inclui Rajesh Subramaniam, da FedEx Corp, Bill Winters, do Standard Chartered PLC, Paul Hudson, da Sanofi SA, Pascal Soriot, da AstraZeneca PLC e Miguel Angel López Borrego, da ThyssenKrupp AG.

Entre as autoridades chinesas presentes contam-se o ministro dos Negócios Estrangeiros, Wang Yi, o ministro do Comércio, Wang Wentao, e o ministro das Finanças, Lan Fo'an.

"Todos bem-vindos a manter as vossas linhas de comunicação connosco", disse Xi, elogiando os participantes por contribuírem para o crescimento da China e criarem oportunidades de emprego. "As empresas estrangeiras são importantes atores na modernização da China", vincou.

Xi disse após a reunião que sete representantes empresariais partilharam as suas opiniões e que o Governo chinês vai "estudá-las e considerá-las".

O investimento estrangeiro na China caiu o ano passado para o nível mais baixo em três décadas. Mais ventos contrários podem surgir no próximo mês, quando os Estados Unidos agravarem as taxas alfandegárias sobre importações oriundas de todo o mundo.

O primeiro-ministro chinês, Li Qiang, disse no domingo que o país está preparado para "choques que excedam as expectativas", uma vez que o governo tem um objetivo ambicioso de crescimento de cerca de 5% este ano.

Os economistas estimam que Pequim precisará de libertar biliões de yuan em estímulos para atingir esse objetivo, caso as taxas aumentem.

O encontro de hoje sublinha a mensagem que Pequim tem vindo a tentar passar, de que a China está aberta aos negócios, em contraste com as políticas mais protecionistas adotadas pelo Presidente dos EUA, Donald Trump.

Pequim está também a tentar apresentar-se como defensora da iniciativa privada, tendo Xi reunido no mês passado com empresários como Jack Ma, cofundador do grupo Alibaba.

Muitos diretores executivos de multinacionais deslocaram-se à China esta semana para participar no Fórum de Desenvolvimento da China e no Fórum de Boao para a Ásia, que termina hoje.

JPI // APL

Lusa/FimPequim, 28 mar 2025 (Lusa) -- O Presidente chinês, Xi Jinping, reuniu-se hoje em Pequim com líderes de multinacionais, visando aumentar a confiança dos investidores, num período de incertezas suscitadas pelo agravamento da guerra comercial lançada pelos Estados Unidos.

Segundo a agência noticiosa oficial Xinhua, o líder chinês reuniu-se com representantes de firmas internacionais no Grande Palácio do Povo, junto à praça Tiananmen, no coração da capital chinesa.

A lista inclui Rajesh Subramaniam, da FedEx Corp, Bill Winters, do Standard Chartered PLC, Paul Hudson, da Sanofi SA, Pascal Soriot, da AstraZeneca PLC e Miguel Angel López Borrego, da ThyssenKrupp AG.

Entre as autoridades chinesas presentes contam-se o ministro dos Negócios Estrangeiros, Wang Yi, o ministro do Comércio, Wang Wentao, e o ministro das Finanças, Lan Fo'an.

"Todos bem-vindos a manter as vossas linhas de comunicação connosco", disse Xi, elogiando os participantes por contribuírem para o crescimento da China e criarem oportunidades de emprego. "As empresas estrangeiras são importantes atores na modernização da China", vincou.

Xi disse após a reunião que sete representantes empresariais partilharam as suas opiniões e que o Governo chinês vai "estudá-las e considerá-las".

O investimento estrangeiro na China caiu o ano passado para o nível mais baixo em três décadas. Mais ventos contrários podem surgir no próximo mês, quando os Estados Unidos agravarem as taxas alfandegárias sobre importações oriundas de todo o mundo.

O primeiro-ministro chinês, Li Qiang, disse no domingo que o país está preparado para "choques que excedam as expectativas", uma vez que o governo tem um objetivo ambicioso de crescimento de cerca de 5% este ano.

Os economistas estimam que Pequim precisará de libertar biliões de yuan em estímulos para atingir esse objetivo, caso as taxas aumentem.

O encontro de hoje sublinha a mensagem que Pequim tem vindo a tentar passar, de que a China está aberta aos negócios, em contraste com as políticas mais protecionistas adotadas pelo Presidente dos EUA, Donald Trump.

Pequim está também a tentar apresentar-se como defensora da iniciativa privada, tendo Xi reunido no mês passado com empresários como Jack Ma, cofundador do grupo Alibaba.

Muitos diretores executivos de multinacionais deslocaram-se à China esta semana para participar no Fórum de Desenvolvimento da China e no Fórum de Boao para a Ásia, que termina hoje.

JPI // APL

Lusa/Fim