
Nelson Oliveira esperava mais do contrarrelógio da terceira etapa d'O Gran Camiño, no qual foi 12.º classificado, mas o ciclista português foi 'derrotado' pela subida a Sabadelle, tal como Rafael Reis.
"Sendo o contrarrelogista da equipa, estava à espera de melhor, mas dado o 'crono' que era, tão duro, é o que é", concedeu Oliveira, em declarações à agência Lusa.
O luso da Movistar foi o 12.º, a 47 segundos do canadiano Derek Gee (Israel-Premier Tech), que cumpriu os 15,6 quilómetros entre Ourense e Pereiro de Aguiar em 23.17 minutos e assumiu a liderança da geral.
"Já tínhamos visto antes de vir para cá que ia ser duro, porque tinha uma subida de quatro quilómetros e, depois dessa mesma subida, o esforço mantém-se, ou seja, não há um período de descanso. Com os dias de ontem [quinta-feira] e o primeiro dia, o contrarrelógio fez-se-me duro", resumiu.
Para o sétimo classificado do exercício individual dos Jogos Olímpicos Paris'2024, uma posição que já tinha alcançado no Rio'2026, a subida ao alto de Sabadelle, de terceira categoria, "beneficiava bastante os escaladores".
"Como não há um terreno onde eu possa recuperar, porque a última parte é bastante rápida, tenho de me esforçar mais na subida para estar mais fresco no final. Fiz o meu melhor", afirmou o corredor de 35 anos, que é oitavo da geral, a 47 segundos de Gee.
Ao contrário do maior especialista português no pelotão internacional, Rafael Reis, o melhor contrarrelogista das equipas portuguesas, estava satisfeito, sobretudo pelas sensações na estrada.
"Na verdade, é um contrarrelógio que não assenta muito bem nas minhas características. Subia-se muito na parte inicial, não era muito bom para mim. Senti bastantes dificuldades na parte inicial, mas aqui na parte final, um quilómetro depois da subida, consegui respirar, consegui encontrar-me e acho que fiz uma parte final forte", analisou.
Em declarações à agência Lusa, o ciclista de Palmela, que chegou a ter o melhor tempo, mas foi 17.º, a 01:03 minutos do vencedor, reconheceu que a parte inicial, onde estava a terceira categoria de Sabadelle, "não foi muito boa".
"Tenho noção que os da geral vão fazer muito bem a parte inicial e vão-me conseguir tirar bastante tempo, porque eu sei que na subida não consegui mesmo fazer os números que pensava que ia conseguir. Geri as minhas forças da melhor maneira", disse, ainda antes de conhecer o desfecho do 'crono'.
Reis recordou que "é sempre muito bom" ter a oportunidade de disputar um contrarrelógio, a sua especialidade, o que não acontece muitas vezes ao longo da temporada.
"Está a ser maravilhoso, na verdade. Gostei bastante das sensações que tive na Volta ao Algarve, sei que ainda tenho um caminho a percorrer para conseguir a melhor forma, mas acho que estou no bom caminho e tenho a consciência de que este ano posso conseguir resultados importantes para a equipa", concluiu o corredor da Anicolor-Tien21.