Mehmet Dalman não esquece os 120 milhões de euros exigidos devido à morte de Emiliano Sala. Avançado nunca chegou a jogar pelo Cardiff City.

Já se passaram mais de seis anos desde o fatídico dia 21 de janeiro de 2019, quando o avião que transportava Emiliano Sala caiu. O avançado ia transferir-se do Nantes para o Cardiff City, clube que continua a exigir compensações financeiras.

Mehmet Dalman, presidente do Cardiff City, continua a não abdicar dos 120 milhões de euros exigidos ao Nantes e em entrevista à RMC Sport deu o seu ponto de vista.

«Este evento trágico deu-se há mais de meia década e há lições a tirar. Se o futebol está a crescer, é preciso regulação. Se isto fosse feito corretamente, não tinha ocorrido esta tragédia que tirou duas vidas. Porque usámos agentes proibidos, voos privados não autorizados? Onde está a proteção ao jogador que ficou à mercê do intermediário? Penso que é uma oportunidade perdida. É por isso que insisto de forma tão veemente neste caso», começou Mehmet Dalman.

«Penso que o total de custos vai aos 120 milhões de euros, então é isso que estamos a pedir de compensação. Não é um valor que se atire assim ao ar. Foi calculado. Se não tivéssemos sido despromovidos, não tínhamos enfrentado os problemas financeiros que tivemos. Foi um cálculo interno feito pelo diretor financeiro do Cardiff. Todos os anos, a permanência na Premier League vale cerca de 110 a 120 milhões de euros. Este valor deixou de existir quando descemos por dois pontos. Fomos buscar um avançado que era o segundo melhor em França e estávamos a um pequeno esforço de garantir a permanência. Pedimos a uma empresa independente para analisar as probabilidades de descida com e sem o Emiliano Sala, então é um valor realista», justificou o presidente do Cardiff City.

O processo aplicado pelo Cardiff City, que exige 120 milhões de euros ao Nantes, já dura desde o mês de abril de 2024.