Lionel Scaloni, treinador da Argentina, já reagiu às palavras de Raphinha, que, antes do duelo entre Argentina e Brasil, disse que a receita para o jogo da madrugada de terça para quarta-feira é «porrada neles». O selecionador garantiu que não quer que passe de um jogo de futebol.

«Não aprofundei, mas disseram-me. É um jogo importante para Argentina e Brasil, mas é um jogo de futebol. Não tem de ser mais que isso. Lembro-me de ver as imagens de Leo Messi com Neymar na Copa América, nas escadas do Maracanã. É essa imagem que tem de ficar connosco. O melhor do Mundo e provavelmente o segundo melhor a serem amigos», começou por dizer Scaloni, que não abre porta a possíveis atos racistas e xenófobos que possam ser provocados: «Todos nós temos um amigo brasileiro. O racismo está totalmente fora, a palavra não entra na nossa cabeça. Queremos que quem vá ao estádio, vá apoiar a seleção.»

Para o jogo, Scaloni diz que espera «uma partida parecida com a do Uruguai». «O Brasil tem capacidade para dominar, temos de estar preparados. Temos de os neutralizar, jogar no meio-campo adversário e estar atentos aos contra-ataques», analisou o técnico, que não se ressente com a ausência de Messi: «Vejo um grupo competitivo. Podem mudar alguns jogadores pela maneira como queremos jogar, mas não muda a forma como competimos, isso enche-nos de orgulho. Quem joga, contribui e isso dá-nos uma grande paz de espírito. O treinador adapta-se ao que tem, eu tenho um grupo enorme de jogadores que dão tudo pela seleção, que têm uma vontade louca de estar aqui. O sentimento da equipa técnica é de gratidão.»