
Rita Ferro Rodrigues criou o hábito de partilhar algumas memórias e desabafos com os seus seguidores no Instagram. Esta quinta-feira, 3 de abril, a apresentadora de televisão voltou a fazer mais uma partilha.
"Quando eu era pequenina, Lisboa não cheirava a azeitona e a depressão não se chamava Núria. Ou Martinho. Era só 'leva as galochas que vai chover'. E eu levava-as para saltar nas poças", começou por escrever, recordando uma memória da sua infância.
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E eis que partilhou um outro momento com protagonistas diferentes. "Hoje, no trânsito, pela fresca, vi um casal despedir-se. Estavam no passeio, alheados do caos. Concentrados no beijo longo. As pessoas deviam beijar mais no meio do desnorte. Mas. ontem, também vi uma senhora de muita idade dentro do seu carro - tinha cometido o terrível erro de ficar presa no meio de um cruzamento - os carros apitavam furiosamente à sua volta, muitos condutores gritavam insultos e a senhora tinha as mãos a tapar os ouvidos e olhos cheios de terror", referiu.
"Foi um minuto tão longo e finalmente o trânsito fluiu e a senhora conseguiu arrancar, e eu e as minhas lágrimas, trancadas na garganta. Queria voltar a saltar nas poças, comer a parte do meio da torrada que a mãe sempre deixa para mim, não saber que as pessoas gritam com velhotes só porque têm pressa de passar para chegarem, chegarem ao sítio onde os beijos e os saltos nas poças se perderam para sempre. Quando eu era pequenina, Lisboa não cheirava a azeitona, e estava bem assim", completou.
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