
Uma semana passou desde o anúncio da saída de Liam Lawson da equipa Red Bull, mas apenas esta quarta-feira o piloto neozelandês falou abertamente do que sentiu ao saber da decisão da equipa austríaca em trocá-lo por Yuki Tsunoda.
"Foi certamente um choque, para ser sincero. Não estava nada à espera. Até mesmo pelas conversas que estávamos a ter, que não pareciam indicar esse caminho. Foi definitivamente algo inesperado", assumiu o neozelandês, em declarações à Sky Sports.
"O carro era difícil de conduzir. Mas estávamos num processo de ajuste. A cada sessão íamos ajustando-nos e adaptando a algo que ainda era desconhecido. Não tem a ver com o estilo de condução, era apenas um ajude. E para mim, nem tive tempo para isso. Mas, claro, não é uma decisão minha, por isso agora estou aqui para dar tudo", acrescentou, aludindo à sua nova realidade, na VCARB.
Já Chris Horner, à mesma emissora, explicou o sucedido de forma clara: "Acho que, pelo que vimos na Austrália e na China, era evidente que o Liam estava francamente afetado. Podíamos tê-lo deixado lá, ele é um piloto com talento. Provavelmente podia ter chegado lá a meio da temporada, mas não temos esse tempo. Foi algo bem claro no lado da engenharia da equipa, o quão ele estava em dificuldades. E era evidente o peso que tinha nos seus ombros".
Contratado para substituir Checo Pérez, Liam Lawson teve um arranque de temporada desastroso, com um abandono na Austrália e um 12.º posto na China (foi 14.º na Sprint chinesa), isto depois de nas qualificações ter sido 18.º e 20.º, respetivamente.