Em 2027, a Pirelli estreia-se como fornecedora única de pneus ao MotoGP – tal como já acontece no Moto2, Moto3 e no Mundial de Superbike. Um projeto que será liderado por Giorgio Barbier, diretor de Moto Racing do fabricante milanês.

Questionado pelo Motosan.es sobre se o pneu para o MotoGP começará do zero, o responsável afirmou: ‘Em parte sim. O que queremos fazer é chegar ao MotoGP com um produto muito parecido ao que usamos agora. Um produto que nasce numa fábrica em que se fabricam pneus normais. Todos os slick que produzimos neste momento fabricam-se com os mesmos processos e maquinaria empregues para fazer os pneus de estrada’.

Assim, a Pirelli não irá criar uma fábrica específica para os pneus de MotoGP com fabrico à mão e materiais mais raros, até devido aos custos que isso representaria: ‘Este é um planeamento que também pressupõe um custo para o meio ambiente importante… decididamente o nosso planeamento move-se numa escala diferente’, disse Barbier.

O italiano esclareceu depois quando questionado sobre se fica descartado um sistema de fabrico manual dos pneus de MotoGP: ‘Não, em absoluto, porque isto tem uma implicação também na questão qualitativa. A qualidade industrial que se pode criar fazendo milhares de pneus iguais é diferente da que se pode criar com o trabalho manual de um pneu de cada vez. A dificuldade de ter o mesmo tipo de produto é diferente. Ou seja, a vontade é, como fizemos noutros campeonatos, fazer um produto industrial que se possa controlar de um ponto de vista qualitativo’.