
Usain Bolt pode ter arrumado os sapatos de corrida mas continua a ser o homem mais rápido do mundo, depois dos incríveis 9,58 segundos nos 100 m do Campeonato Mundial de Atletismo, em Berlim, em 2009. A realidade é que 16 anos depois ninguém conseguiu superar a marca, a que juntou o recorde olímpico (9,63) três anos depois em Londres-2012.
Agora, o jamaicano, que conquistou oito medalhas de ouro olímpicas, acredita que tem um sucessor: o último classificado nos 100m em Paris-2024.
«Sinto que Oblique pode fazê-lo. Se conseguir manter-se em forma durante a temporada, se tudo correr bem, sinto que ele tem capacidade, tenho a certeza que tem alguma coisa diferente, que tem habilidade para isso», elogiou o antigo atleta num podcast.
Bolt escolheu o jamaicano Oblique Seville, 24 anos, como o atleta com maior potencial a bater as suas marcas, ignorando, por exemplo, Kishane Thompson, também seu compatriota, que foi segundo, atrás de Noah Lyles, na final dos 100m na capital francesa, no último verão.
«Algumas vezes Oblique pode ser frágil, mas é uma questão de trabalho. Se ele trabalhar bem, vai conseguir. É uma questão de tempo», vaticionou Bolt.
Seville já derrotou o atual campeão dos 100m, Lyles, no Racers Grand Prix em junho de 2024 e a sua melhor marca nos 100m é 9,81 segundos. «Correr 9,81, sabendo que meu corpo não está totalmente desenvolvido, mostra que tenho muito para melhorar, tecnicamente e em termos de força», disse Seville que tem o mesmo treinador que orientou Bolt, que conquistou 11 medalhas de ouro em mundiais.
«Não sinto qualquer pressão. Sou como os demais, faço o melhor que posso», assegurou Seville.