
As taxas de juro diretoras estão a dar folga às famílias nos seus créditos à habitação, mas a tirar poupança na vertente dos depósitos. Segundo os dados divulgados nesta quarta-feira pelo Banco de Portugal, a taxa de juro média dos novos depósitos a prazo por particulares em fevereiro fixou-se em 1,83%, uma descida de 0,16 pontos percentuais (pp) face ao mês anterior, no que diz respeito aos depósitos com prazo até um ano.
Este foi o 14.º mês seguido em que a taxa de remuneração média dos depósitos caiu desde o pico atingido em dezembro de 2023, quando a taxa média para os depósitos até um ano alcançou 3,1%. É preciso recuar a julho de 2023 para encontrar um valor mais baixo – situava-se em 1,73% nesta altura. Olhando, para os restantes prazos, observa-se que a taxa média para depósitos entre um e dois anos foi de 1,58% e, para mais de dois anos, fixou-se em 1,19%. Isto constitui uma descida de 0,04 e 0,27 pp, respetivamente.
Comparando com a Zona Euro, Portugal mantém o seu lugar enquanto quinto país com taxa mais baixa na remuneração dos depósitos. A média dos países do euro baixou 0,13 pp para 2,21%.
No mundo empresarial, a taxa de remuneração dos depósitos também continua em queda, tendo, em fevereiro, atingido 2,29%, uma descida de 0,15 pp em cadeia. As novas operações de depósitos totalizaram 8,73 mil milhões de euros, menos 447 milhões do que em janeiro. Face à média da Zona Euro, Portugal apresenta uma taxa média 0,21 pp abaixo.
Em termos de proporções, para as empresas, os novos depósitos com prazo até um ano representam 99,6% destas operações. Para os particulares, os novos depósitos até um ano são 97% do total, o mesmo valor do mês anterior.