O projeto “Anónimos de Abril”, que junta Rogério Charraz, José Fialho Gouveia e Joana Alegre, apresenta em primeira mão com a BLITZ ‘Mariana’, o primeiro single do álbum de originais, homónimo, que homenageia “a coragem e resiliência de figuras anónimas que, apesar de fundamentais na luta pela Liberdade, não passaram dos rodapés da História”.

“Mariana” é inspirado na história real de Branca Carvalho. Retrata a vida de uma jovem de 19 anos que, em 1973, foi forçada a viver na clandestinidade sob uma identidade falsa e a deixar para trás a família e tudo o que conhecia. “Apesar das adversidades, incluindo assédio sexual por parte do companheiro, escolhido pelo Partido Comunista para fingirem ser um casal, e até uma arma apontada à cabeça, Branca nunca cedeu”, pode ler-se no texto de apresentação da canção. “A sua luta pela Liberdade só terminou quatro dias após a Revolução dos Cravos, a 29 de abril de 1974, quando finalmente regressou a casa”.

“Foi uma canção muito delicada de escrever. A Branca está viva e a sua história tem detalhes muito íntimos. Ela só soube que era uma das homenageadas quando assistiu ao espetáculo de estreia [de Anónimos de Abril] no Tivoli, em Lisboa. Foi um alívio saber que se emocionou e que gostou do tema." explica José Fialho Gouveia.

O álbum é composto por oito canções, inspiradas em histórias reais de pessoas que enfrentaram a ditadura e contribuíram para a construção da Liberdade em Portugal. Cada canção “procura dar voz a cada uma destas personagens, através da celebração da singularidade dos seus caminhos e da sua importância para a concretização da Liberdade”.

O projeto estende-se também a um livro, editado pela Zigurate, que aprofunda as experiências vividas por cada anónimo.

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