
"Dezoito é o número de pessoas mortas pelos russos quando lançaram mísseis sobre Kryvyi Rig. Entre elas, há nove crianças", lamentou hoje o chefe da administração da região de Dnipropetrovsk, após o fim das operações de socorro de urgência.
As fotos divulgadas pelos socorristas ucranianos mostram vários cadáveres. Vídeos divulgados nas redes sociais, que não puderam ser verificados, revelam corpos caídos na rua e uma coluna de fumo.
Noutras imagens, surge um carro em chamas e pessoas a gritar.
As defesas antiaéreas russas derrubaram, entretanto, durante a noite, 49 drones sobre nove regiões russas, de acordo com informação divulgada pelo Ministério da Defesa da Rússia.
"No decurso da noite passada, os sistemas de defesa antiaérea intercetaram e aniquilaram 49 drones ucranianos de asa fixa", indicou o comando militar russo no Telegram.
Segundo a mesma fonte, 16 drones foram derrubados na região de Voronezh e 14 em Belgorod.
Nas regiões de Kursk e Samara, foram derrubados 12 drones, seis em cada uma, enquanto na região da Mordovia foram abatidos seis.
En Briansk, Liptesk, Oriol e Penza foram derrubados outros quatro, um em cada região.
O governador de Samara, Viachestlav Fedorischev, afirmou no Telegram que os drones ucranianos atacaram uma indústria na cidade de Chapaevsk, provocando um incêndio.
"Não há vítimas. No local dos acontecimentos trabalham os serviços de emergência, incluindo os bombeiros que combatem o incêndio", escreveu, ao sublinhar que a situação está "sob controlo".
Outra empresa da região de Mordovia foi atacada durante a noite passada, indicou, por sua vez, o governador local, Artiom Znudov, também no Telegram.
Os chefes de Estado-Maior dos exércitos francês e britânico discutiram um reforço do exército ucraniano e das "opções de garantias" a fornecer "assim que o cessar-fogo for adotado", afirmou hoje o general francês Thierry Burkhard, após uma visita a Kiev, realizada no dia anterior, com o almirante britânico Tony Radakin.
"Juntos, queremos garantir uma paz sólida e duradoura na Ucrânia, condição indispensável à segurança do continente europeu", declarou o Chefe de Estado-maior francês na rede social X.
Durante a visita, os dois chefes militares falaram, em particular, com o homólogo ucraniano, o general Oleksandre Syrsky, o ministro da Defesa, Roustem Oumerov, e com Presidente, Volodymyr Zelensky.
A Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de fevereiro de 2022, com o argumento de proteger as minorias separatistas pró-russas no leste e "desnazificar" o país vizinho, independente desde 1991 - após a desagregação da antiga União Soviética - e que tem vindo a afastar-se do espaço de influência de Moscovo e a aproximar-se da Europa e do Ocidente.
AH // ACL
Lusa/fim