O governador do Banco de Cabo Verde (BCV), Óscar Santos, remeteu esta semana para Maio uma decisão sobre a venda do Banco Comercial do Atlântico (BCA), que a Caixa Geral de Depósitos (CGD) pretende vender ao grupo Coris, do Burkina Faso.

“Ainda estamos em [análise do] processo, ainda não está fechado. Eventualmente, estamos na reta final, em meados de maio podemos ter uma decisão”, referiu Óscar Santos, na cidade da Praia.

“Não há uma decisão, o processo está em aberto”, disse.

Questionado sobre o facto de antes ter apontado para uma decisão até final de 2024, o governador reconheceu que há previsões, “mas depois [é preciso] seguir a lei e há um conjunto de questões que são levantadas”, fazendo com que os prazos sejam levantados.

“Quando se contam prazos, não é apenas olhar para o calendário”, porque há eventos que os suspendem e levam a “uma nova contagem”, disse, referindo que o BCV está a cumprir as datas a que a lei obriga.

A CGD anunciou há um ano a venda da participação maioritária, 59,81% do capital social do BCA, à Coris Holdings, do Burkina Faso.

A venda será feita por 70,5 milhões de euros, mas a concretização da mudança está à espera das formalidades de direito cabo-verdiano, nomeadamente, do parecer do banco central.

A alienação, diz a Lusa, faz parte do plano de reorganização da atividade internacional da CGD, que vai continuar presente em Cabo Verde através do Banco Interatlântico.

A Coris Holding apresenta-se como uma instituição financeira aprovada pela Comissão Bancária da União Económica e Monetária da África Ocidental (UEMOA) e cujas principais actividades estão organizadas em torno do setor bancário sob a marca Coris Bank International, com nove filiais.